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Líder iraniano afirma desejo de paz, mas aguarda posição de Trump

Por Canoas Informa 4 min de leitura

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou à Fox News que a responsabilidade de encerrar o conflito no Irã recai sobre os Estados Unidos, já que Teerã não tem interesse em continuar com as hostilidades. Em uma declaração veemente durante sua participação na Assembleia Geral da ONU, na quarta-feira (24), ele afirmou que o Irã não irá “se submeter” a Washington, mesmo após o presidente americano, Donald Trump, indicar que as negociações estavam em andamento.

Pezeshkian enfatizou: “Devemos buscar resolver nossas diferenças por meio do diálogo ao invés de nos atacarmos mutuamente. Contudo, devido às provocações de Israel, fomos forçados a entrar nessa guerra.” Ele acrescentou que agora é o momento dos Estados Unidos decidirem se desejam terminar com essa situação.

O líder iraniano também expressou que Teerã está disposto a firmar um acordo com Trump para encerrar o conflito. Ele questionou: “Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um tratado, decidiram destruí-lo?”, referindo-se ao colapso de um frágil cessar-fogo.

“Se o governo americano atual quiser chegar a um entendimento dentro das normas legais internacionais, estamos abertos. Caso contrário, pouco importa se isso ocorrer antes ou depois das eleições de meio de mandato nos EUA”, afirmou Pezeshkian.

No mesmo contexto, Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, se reuniu com Steve Witkoff e Jared Kushner, emissários de Trump, durante a Assembleia da ONU. Essas reuniões marcam as primeiras conversas diretas desde o final de junho e sinalizam uma retomada nas negociações. Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, revelou que Teerã apresentou suas condições para reiniciar as discussões diplomáticas por intermédio do Catar.

Entre as exigências estão a aceitação da rota do estreito de Hormuz previamente estabelecida entre Irã e Omã, a suspensão das sanções e do bloqueio naval, a liberação de ativos congelados e o término dos conflitos em todas as frentes.

Israel lançou nesta quarta-feira campanhas publicitárias em Nova York com mensagens críticas direcionadas à República Islâmica. Frases como “Irã nuclear representa uma ameaça global” foram exibidas em painéis eletrônicos pela cidade.

Com a escalada da violência entre os houthis do Iémen — amplamente vistos como aliados do Irã — e a Arábia Saudita junto aos seus aliados iemenitas, Pezeshkian afirmou que os houthis não atuam sob ordens de Teerã. Washington e seus parceiros acusam o Irã de apoiar este movimento rebelde que disparou mísseis contra território saudita e luta pelo controle do Iémen contra forças apoiadas por Riad.

<p“O grupo houthi é responsável por suas próprias ações. Eles não recebem instruções nossas; nós resistimos na região devido às circunstâncias impostas a eles”, esclareceu Pezeshkian. Ele destacou ainda que há comunicação entre os dois lados, mas negou uma relação sistemática.

Estreito de Ormuz

Nesta sexta-feira (25), Abbas Araghchi anunciou que o Irã fez uma proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação em até sete dias.

<p“O Irã apresentou aos EUA um plano concreto através do Catar. Se as condições necessárias forem atendidas, o estreito poderá ser reaberto e o tráfego marítimo habitual restabelecido em sete dias”, afirmou durante uma coletiva na sede da ONU em Nova York.

<p“A decisão agora está nas mãos dos Estados Unidos. O Irã não aceita coerção ou intimidações. Não abrirá mão de seus direitos soberanos sob pressão”, concluiu Araghchi. As informações foram fornecidas pela agência AFP.

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