Em setembro, o Brasil alcançou um superávit na balança comercial de US$ 7,7 bilhões. Esse resultado é fruto do saldo entre US$ 34,4 bilhões em exportações e US$ 26,7 bilhões em importações. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o país registrou um superávit total de US$ 62,3 bilhões.
Esse desempenho representa um crescimento significativo de 146,4% se comparado ao mesmo intervalo de 2025, que teve um superávit de apenas US$ 3,1 bilhões. Os dados foram apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta terça-feira (6). Em relação a agosto, a balança comercial mostrou uma elevação de quase 5,5%.
Exportações
No mês passado, os três segmentos da balança comercial – agropecuária, indústria de transformação e indústria extrativa – observaram aumentos nos valores exportados: a agropecuária cresceu em US$ 320 milhões (4,8%), a indústria de transformação aumentou em US$ 890 milhões (5,3%) e a indústria extrativa teve um salto de US$ 2,69 bilhões (39,8%).
A expansão no setor agropecuário foi impulsionada pelo aumento nas exportações de soja, que subiu 11,9%, e café não torrado com crescimento de 8,7%. Já na indústria de transformação, os produtos que se destacaram foram os óleos combustíveis derivados do petróleo com um incremento de 39,1%, além dos farelos de soja e outros alimentos para animais que apresentaram uma alta expressiva de 47,7%.
Ao longo do ano até setembro, todos os setores mostraram evolução nas exportações em comparação ao mesmo período do ano anterior. A agropecuária teve um aumento de 8,9%, enquanto a indústria extrativa cresceu 21,2%, e a indústria de transformação apresentou uma alta de 6,3%.
Importações
<pQuanto às importações, somente o setor da indústria de transformação registrou uma queda de 3,2%. Por outro lado, a agropecuária teve um crescimento significativo de 9,3%, e a indústria extrativa aumentou em 7,4%. Este cenário geral resultou em uma diminuição nas importações totais.
A redução nas compras foi impulsionada principalmente pela queda drástica nas aquisições de plataformas e embarcações com uma diminuição impressionante de -98%, além dos motores e máquinas não elétricas que recuaram -79,1%. No total acumulado até 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, as importações na agropecuária caíram -10,1%, as da indústria extrativa tiveram uma redução de -3,9%, enquanto o setor da indústria de transformação experimentou um aumento de 5,8%.
