Dólar atinge R$ 5,22, o patamar mais alto em meio ano; Bolsa brasileira recua 0,26%

Nesta segunda-feira (28), o dólar comercial encerraram o dia em alta, superando a marca de R$ 5,20, enquanto o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira, registrou uma queda. Essa movimentação no mercado foi impactada pelo aumento dos preços do petróleo no exterior, pela cautela predominante nos mercados internacionais e pelas novas estimativas econômicas apresentadas no Brasil.

No segmento cambial, a moeda dos Estados Unidos fechou cotada a R$ 5,20 após ter iniciado o dia em alta. Durante a manhã, chegou a ser negociada a R$ 5,21. Essa valorização do dólar ocorreu em meio à apreciação da moeda americana em relação a outras divisas de países emergentes.

O aumento no valor do dólar se deu em um contexto de pressão sobre os preços do petróleo. As transações foram influenciadas pelas negociações entre os Estados Unidos e o Irã e as consequências dessa situação sobre o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte internacional do petróleo. O preço do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril durante o pregão.

O crescimento nos preços do petróleo gera inquietação entre os investidores quanto à inflação global, uma vez que combustíveis mais caros podem elevar os custos de produção e transporte. Isso também afeta as expectativas relacionadas à política monetária das principais economias ao redor do mundo.

No cenário brasileiro, os investidores observaram atentamente a divulgação do Boletim Focus pelo Banco Central. A projeção para a inflação de 2026 foi revisada de 4,92% para 4,99%. Por outro lado, a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzida de 1,88% para 1,86%.

A previsão para a taxa Selic ao final de 2026 permaneceu inalterada em 13,50% ao ano, enquanto a projeção para o dólar ao término deste ano foi mantida em R$ 5,20. Para 2027, houve um leve ajuste na expectativa da inflação que passou de 4,30% para 4,31%, assim como no crescimento do PIB que caiu de 1,43% para 1,41%.

Na Bolsa de Valores, o Ibovespa teve um desempenho negativo ao encerrar suas atividades com queda. Esse movimento refletiu a pressão sobre os mercados acionários devido ao aumento nos preços do petróleo e à cautela observada no cenário internacional. O índice havia fechado na última sexta-feira (25) com uma desvalorização de 0,27%, aos 183.476 pontos.

Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi o cenário político brasileiro. Com as eleições se aproximando — o primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro — o ambiente interno continua sob análise cuidadosa por parte dos mercados. Também estava prevista para esta segunda-feira a divulgação de uma nova pesquisa sobre intenção de voto para a Presidência da República.

No exterior, as bolsas também reagiram ao aumento dos preços do petróleo e às incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio. Os investidores estão atentos também às declarações dos dirigentes do Federal Reserve e aos novos dados econômicos que podem impactar as expectativas sobre as taxas de juros nos Estados Unidos.

By Canoas Informa

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