O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a emitir ameaças severas ao Irã, utilizando linguagem agressiva e advertindo sobre possíveis ações militares drásticas, caso o país não chegue a um acordo ou reabra o crucial Estreito de Ormuz, uma rota essencial para a transferência de petróleo.
Em uma postagem em sua plataforma Truth Social, Trump declarou que a próxima terça-feira seria marcada como “o Dia de Usinas e o Dia da Ponte no Irã, tudo em um só momento. Não haverá nada igual!” Ele completou com uma mensagem contundente:
“Abram a porr… do Estreito, seus malucos, ou vocês viverão no inferno – É SÓ OBSERVAR!”
A comunicação do presidente sinaliza claramente os planos dos Estados Unidos de atacar a infraestrutura vital do Irã.
O prazo estipulado por Trump para que o Irã reabra o estreito já foi alterado diversas vezes. Em um discurso à nação, ele afirmou que a passagem “se abriria naturalmente” após o término do conflito.
O bloqueio do estreito tem impactado significativamente os preços dos combustíveis, visto que é responsável por aproximadamente 20% do tráfego mundial de petróleo.
Pesquisas realizadas pela CNN indicam que a guerra é mal vista entre os cidadãos americanos, embora Trump tenha sugerido que o conflito poderia ser resolvido em poucas semanas.
No último domingo, Trump e outros líderes americanos descreveram o resgate de um piloto americano no Irã como um “milagre de Páscoa”, apresentando a operação sob uma perspectiva religiosa que posicionava a guerra como uma causa justa e divinamente abençoada.
No passado, era comum que governos enviassem mensagens protocolares durante a Páscoa. No entanto, críticos apontaram que as declarações desta vez misturaram fé e política ao usar referências religiosas para justificar ações bélicas e influenciar decisões militares.
“O resgate foi um milagre de Páscoa”, afirmou Trump durante sua participação no programa “Meet the Press”, da NBC. Outros membros do seu gabinete também compartilharam mensagens semelhantes nas redes sociais.
Trump também fez outra publicação evocando temas religiosos ao ameaçar atacar usinas elétricas e pontes. Ele pressionou Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz — referindo-se aos iranianos de maneira depreciativa — alertando sobre as consequências devastadoras que enfrentariam se não agissem. A mensagem terminou com “Louvado seja Alá”.
Em uma das postagens, Scott Bessent, secretário do Tesouro, fez uso do simbolismo da Páscoa – comemoração da ressurreição de Jesus – afirmando: “O milagre da Páscoa é considerado a maior vitória da história”.
Bessent continuou: “Portanto, é apropriado que neste dia tão sagrado para o cristianismo um corajoso militar americano tenha sido resgatado atrás das linhas inimigas em uma das mais grandiosas operações de busca e salvamento já realizadas.”
Pete Hegseth, chefe do Departamento de Defesa, também se pronunciou no último domingo em sua conta privada nas redes sociais X, escrevendo “Deus é bom” ao compartilhar uma mensagem sobre o sucesso da operação de resgate no Irã.
Informações divulgadas pelo site “Axios”, com base em entrevista com Trump e um funcionário anônimo do departamento de defesa dos EUA, relataram que essa frase foi proferida pelo oficial resgatado via rádio após se ejetar da aeronave.
