Neste domingo (5), o Exército iraniano anunciou que utilizou um sistema de defesa aérea “inovador” para abater um caça dos Estados Unidos, além de outras quatro aeronaves militares que estariam envolvidas em uma operação de resgate a um dos pilotos do jato abatido.
O porta-voz das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaqari, declarou: “Os inimigos precisam entender que dispomos de novos sistemas de defesa aérea desenvolvidos pelos jovens talentosos e orgulhosos deste país. Estamos revelando essas capacidades gradualmente no campo de batalha. Com certeza, alcançaremos um controle absoluto do espaço aéreo nacional e demonstraremos ao mundo a fragilidade do inimigo.”
Zolfaqari não forneceu informações detalhadas sobre o novo sistema de defesa, mas mencionou que ele pertence à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana. Segundo ele, as defesas conseguiram realizar “ataques poderosos, rápidos e precisos” contra caças inimigos, drones e helicópteros, resultando na destruição significativa de aeronaves.
Conforme as declarações do porta-voz, as aeronaves abatidas incluiriam dois aviões de carga C-130 e dois helicópteros Black Hawk, que estavam envolvidos nas operações de resgate aos pilotos do jato americano. Além disso, drones MQ-9 e Hermes também foram mencionados. Um A-10 Thunderbolt II também teria sido atingido por esse novo sistema, segundo suas afirmações.
O porta-voz reiterou que um F-35 teria sido abatido pela artilharia iraniana. No entanto, o único jato americano reportado como abatido nos últimos dias é um F-15E, com o qual Teerã já se referiu anteriormente erradamente como F-35. Os dois pilotos conseguiram se ejectar e foram resgatados com sucesso. Contudo, há registros de que outro F-35 foi atingido pelo Irã em 19 de março.
A Guarda Revolucionária divulgou um vídeo mostrando destroços de aeronaves e hélices que afirmam pertencerem aos modelos norte-americanos abatidos. Um analista forense militar confirmou à agência Reuters que os fragmentos correspondem a esses tipos de aeronaves.
Até o fechamento desta reportagem, o governo dos EUA ainda não havia comentado oficialmente sobre as alegações apresentadas por Zolfaqari. Entretanto, fontes militares dos EUA confirmaram à Reuters que aeronaves desse tipo foram atacadas durante as operações em busca do piloto desaparecido:
- Dois helicópteros Black Hawk sofreram fogo iraniano, mas conseguiram retornar ao espaço aéreo seguro; a extensão dos danos ou se houve feridos ainda não foi esclarecida;
- Uma aeronave de transporte estacionada em solo iraniano teve que ser destruída devido a uma falha técnica.
O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou as forças armadas americanas pelo resgate bem-sucedido dos pilotos e afirmou que ninguém ficou “nem ferido” durante a operação.
Zolfaqari ainda afirmou que as aeronaves destruídas representam um “fracasso” por parte dos Estados Unidos no contexto da guerra em curso entre os dois países há mais de um mês.
De acordo com relatos da mídia americana, dezenas de aeronaves e centenas de soldados foram mobilizados para essa missão. O jornal “The New York Times” noticiou que as aeronaves envolvidas na operação de resgate trocaram tiros com comboios iranianos na tentativa de afastá-los da localização dos pilotos. Um vídeo documenta disparos realizados contra as forças americanas.
