Zelensky declara disposição para seguir adiante com acordo de paz proposto por Trump

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje que o seu governo está preparado para avançar com um acordo de paz proposto pelos Estados Unidos.

Em um discurso para a Coalizão dos Dispostos, que reúne aliados europeus do país, Zelensky afirmou que está disposto a discutir os pontos sensíveis da proposta com o presidente americano, Donald Trump, e o grupo.

O líder ucraniano também solicitou que os aliados desenvolvam um plano para enviar uma “força de apoio” à Ucrânia e continuem a apoiar Kiev enquanto Moscou não mostrar disposição para encerrar a guerra.

Após a reunião, o presidente da França, Emmanuel Macron, declarou que os países da União Europeia irão buscar uma solução para financiar a Ucrânia com os ativos russos congelados pelo bloco.

“Precisamos de uma paz séria, que respeite o direito internacional. Decidimos criar um workshop liderado pela França e pelo Reino Unido, com o apoio da Turquia e dos EUA, para preparar as garantias de segurança da Ucrânia”, afirmou Macron.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país irá fornecer mais mísseis de defesa aérea à Ucrânia nas próximas semanas.

Questionado sobre o acordo de paz, Trump demonstrou otimismo durante uma cerimônia na Casa Branca, afirmando que “estamos muito perto de um acordo sobre a Ucrânia”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que um “grande progresso” foi alcançado nas negociações pelo fim da guerra na Ucrânia, ocorridas em Genebra no fim de semana. Diversos líderes europeus também expressaram otimismo após as tratativas provocarem alterações no plano de paz.

Zelensky celebrou os “passos importantes” dados em uma reunião com autoridades dos EUA e mencionou a possibilidade de discutir “pontos extremamente delicados”, mas ressaltou que ainda há muito a ser feito para acabar com a guerra.

Em um discurso por videoconferência para o parlamento da Suécia, Zelensky destacou que este é um “momento crítico” e que a questão de ceder territórios é um dos principais desafios no momento. Ele alertou sobre a exigência da Rússia de anexar a região de Donbass, ao leste da Ucrânia, o que seria “muito perigoso” por abrir um precedente para os russos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, mencionou um “progresso tremendo” nas negociações com a Ucrânia e enfatizou que a proposta de paz de 28 pontos dos EUA é um “documento vivo e em evolução”. As conversas sobre o plano continuarão além de Genebra, com uma nova estrutura de paz atualizada e aprimorada sendo elaborada.

As negociações foram desencadeadas pelo plano de paz americano e um ultimato de Trump para que Zelensky o aceite até quinta-feira. A proposta original dos EUA, que vazou na semana passada, tinha termos favoráveis à Rússia, como o reconhecimento oficial dos territórios ucranianos controlados por tropas russas como parte da Rússia e a limitação do tamanho do exército ucraniano.

Os aliados europeus apresentaram uma contraproposta de 24 pontos, que reduziria algumas concessões territoriais e manteria a capacidade de defesa da Ucrânia contra possíveis ataques. A Alemanha informou que a proibição de entrada da Ucrânia na Otan foi retirada do plano original.

 

By Canoas Informa

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