“Victor Milei celebra marco na aprovação do orçamento argentino para o ano de 2026”

O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou a aprovação do orçamento para o ano de 2026 no último sábado (27).

Nas redes sociais, o líder da Casa Rosada descreveu o orçamento para o próximo ano como um “acontecimento histórico” e expressou sua gratidão a Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança Nacional da Argentina, e a Diego Santilli, Ministro do Interior da Argentina, ambos senadores.

O Congresso argentino aprovou o orçamento de 2026 na sexta-feira (26) com 46 votos a favor, 25 contra e uma abstenção. O orçamento prevê gastos de US$ 102 bilhões (148 bilhões de pesos argentinos) e projeta um crescimento de 5% para a economia, com inflação estimada em 10,1%.

O projeto de lei estabelece um superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta foi a primeira proposta de orçamento aprovada sob a gestão do presidente liberal.

Durante os dois primeiros anos de seu mandato, o governo de Milei prorrogou o orçamento do ano anterior sem a aprovação de um novo projeto de lei no Congresso.

O presidente também celebrou a aprovação da Lei da Inocência Fiscal, que ele descreve como uma correção da fraude perpetrada pelo Estado contra os argentinos ao longo de 40 anos, restaurando a liberdade no uso de suas economias e protegendo-os de futuros abusos políticos.

A nova lei presume que os contribuintes estão em dia com suas obrigações fiscais, a menos que as autoridades demonstrem sonegação fiscal intencional.

“Esta lei é revolucionária. Estamos garantindo a proteção das economias dos argentinos para sempre. Nenhum governo futuro poderá mais lesar os cidadãos de bem de nosso país”, afirmou Milei.

No campo político, Milei enfrentou tensões com aliados em diferentes frentes durante o processo de elaboração do orçamento. Conflitos surgiram sobre gastos em universidades e programas para pessoas com deficiência, temas que geraram atritos com partidos de centro ao longo do ano. Na Câmara dos Deputados, os trechos controversos foram removidos e o orçamento foi aprovado.

Adicionalmente, Milei causou irritação ao não indicar o ex-presidente Mauricio Macri, do partido PRO, para uma vaga no conselho da Auditoria Geral da Nação. Os votos de Macri são importantes devido à falta de maioria simples da bancada de Milei, que precisa negociar com outras siglas. A AGN é uma entidade influente em assuntos legislativos.

Apesar das tensões, Milei recebeu apoio do partido de Macri e de outras legendas na votação do orçamento na sexta-feira.

By Canoas Informa

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