Trump se orgulha de eliminar líder do Irã e rival promete ensinar uma lição aos EUA

O Irã declarou que seu país irá dar uma “lição memorável” aos Estados Unidos e Israel depois do ataque que deu início a guerra no Oriente Médio. Donald Trump, por sua vez, afirmou em suas redes sociais que considera uma “grande honra” a operação dos EUA contra o país persa. De acordo com o presidente americano, eles estão destruindo totalmente o regime terrorista do Irã, seja de forma militar, econômica ou de qualquer outra maneira.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que as Forças Armadas do país estão firmemente determinadas a dar uma lição memorável ao inimigo. Ele criticou a postura dos americanos que falam de diálogo e cessar-fogo, mas continuam cometendo crimes e provocando guerras.

Trump alegou que a Marinha e a Força Aérea do Irã foram destruídas, assim como seus mísseis, drones e líderes. Ele reforçou que os EUA têm um poder de fogo incomparável e que irão lidar com os “canalhas desvairados”. Segundo o presidente, ele está matando os iranianos que têm matado pessoas inocentes há anos, considerando isso uma grande honra.

Em outra declaração, Trump disse que o regime iraniano irá cair, mas talvez não de imediato.

Em um tom semelhante, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fez ameaças ao regime iraniano durante sua primeira entrevista coletiva desde o início da guerra. Ele alertou que não emitiria apólices de seguro de vida para líderes do Hezbollah e do Irã. Netanyahu também encorajou a população a derrubar o regime, dizendo que o momento da liberdade está se aproximando.

Uma explosão em Teerã matou pelo menos uma pessoa perto de uma manifestação pró-regime. O Exército de Israel havia ordenado a evacuação de duas áreas na capital iraniana, onde ocorreram ataques à infraestrutura militar do regime iraniano.

A Guarda Revolucionária do Irã alertou que irá responder de forma mais dura a qualquer manifestação contra o regime. Eles afirmaram que, em caso de novos protestos, a resposta será ainda mais forte do que a repressão de janeiro, quando ocorreram milhares de mortes durante os protestos.

Os governos dos EUA e de Israel incentivaram os protestos contra o regime iraniano, que aumentaram depois das sanções ocidentais afetarem o custo de vida no país. O número oficial de mortos divulgado pelas autoridades é de mais de 3 mil pessoas, a maioria das forças de segurança ou transeuntes. No entanto, ONGs acusam as forças de segurança de atirar deliberadamente contra os manifestantes, sugerindo que mais de 7 mil pessoas foram mortas. (As informações são da Folha de S. Paulo)

By Canoas Informa

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