É de se imaginar que a carreira pública exige muito de quem ocupa cargos relevantes em um país – especialmente no alto escalão. O topo da vida pública cobra presença constante, com agendas cheias, compromissos seguidos e viagens frequentes – ainda mais em meio a uma guerra.
Talvez por conta dessa rotina intensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria tirado um cochilo durante uma coletiva de imprensa no estado do Tennessee, nessa segunda-feira (23), onde participou de uma mesa-redonda da força-tarefa de segurança de Memphis.
Trump estava aparentemente de olhos fechados enquanto o diretor do Serviço de Delegados dos Estados Unidos, Gadyaces Serralta, discursava.
Nas redes sociais, usuários reagiram com ironia. “Trump never sleeps” (“Trump nunca dorme”, em português), escreveram alguns no X, em tom de piada.
Essa, no entanto, não é a primeira vez que o presidente norte-americano é flagrado tirando uma rápida soneca durante o horário de trabalho.
Em novembro do ano passado, o republicano ficou de olhos fechados em alguns momentos durante o anúncio de um plano para a redução de preços de medicamentos em parceria com algumas farmacêuticas. À época, a Casa Branca disse que Trump estava acordado e criticou a cobertura de jornais dos EUA sobre o caso.
“O presidente não estava dormindo. Na verdade, ele falou o tempo todo e respondeu a várias perguntas da imprensa durante este anúncio, que representa uma redução histórica nos preços para os americanos em dois medicamentos que ajudam pessoas que lutam contra diabetes, doenças cardíacas, obesidade e outras condições. (…) A mídia liberal decadente quer promover uma narrativa lixo em vez de cobrir o fato”, afirmou o porta-voz Taylor Rogers.
Adiamento
Em outra frente, o presidente Donald Trump anunciou nessa segunda-feira o adiamento, por cinco dias, de ataques contra a infraestrutura energética do Irã. A decisão, segundo ele, foi tomada após o que descreveu como “conversas muito boas e produtivas” entre Washington e Teerã no fim de semana – versão contestada por autoridades iranianas.
Segundo a agência iraniana Mehr, o Ministério de Relações Exteriores do Irã afirmou que as falas do líder americano “fazem parte dos esforços de reduzir os preços de energia e ganhar tempo para implementar seus planos militares”, em referência a um contingente de milhares de marinheiros e fuzileiros navais americanos que está a caminho do Oriente Médio.
Especula-se que esses militares poderiam tentar ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg, localizada no Golfo, para pressionar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. O anúncio de Trump fez o preço do petróleo cair e os futuros do mercado de ações americano subirem.
