A Secretaria da Saúde de Porto Alegre está acompanhando três casos suspeitos de sarampo notificados pelos moradores da Capital este ano. Um quarto caso suspeito já foi descartado.
A circulação do vírus da doença em diversos países e o aumento de casos ao redor do mundo foram destacados pela secretaria. Por isso, é essencial manter a caderneta de vacinação em dia e ficar atento aos sintomas. Em caso de febre e manchas vermelhas no corpo, juntamente com tosse, coriza ou conjuntivite, especialmente após viagens internacionais, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente.
O sarampo é altamente contagioso: cerca de nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar ao entrar em contato com o vírus. A transmissão ocorre pelo ar, quando a pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira perto de outras pessoas. Complicações incluem pneumonia, infecção nos ouvidos, inflamação no cérebro e, principalmente em crianças, morte.
No Rio Grande do Sul, o último caso fatal de sarampo foi registrado em 1997. Em 2025, um caso da doença foi confirmado em Porto Alegre em uma pessoa com histórico de viagem aos Estados Unidos, local provável da infecção.
Imunização
A vacina é segura, eficaz e gratuita em todas as unidades de saúde da cidade. Devem se vacinar pessoas que nunca foram imunizadas, que estão com o esquema vacinal incompleto ou não possuem comprovante de vacinação. A vacina é desaconselhada para gestantes. Lactantes podem receber a vacina tríplice viral. Pessoas com o sistema imunológico comprometido devem ser avaliadas por um médico antes da vacinação.
Esquema vacinal
– Pessoas de 1 a menores de 5 anos: uma dose de tríplice viral aos 1 ano e uma dose de tetra viral aos 15 meses.
– Pessoas de 5 a 29 anos que nunca foram vacinadas: devem receber duas doses da tríplice viral, com um mês de intervalo entre elas.
– Pessoas de 30 a 59 anos: devem receber uma dose da tríplice viral.
– Profissionais de saúde, independentemente da idade: duas doses da tríplice viral.
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Composta por vírus vivos atenuados, estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos sem causar as doenças.
