O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou hoje que a Rússia tomará mais territórios se a Ucrânia e líderes da Europa não dialogarem sobre os termos do acordo de paz elaborado pelos Estados Unidos. Na véspera, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, havia anunciado que uma nova versão da proposta será apresentada a Moscou “em dias”.
Putin afirmou durante uma reunião anual do Ministério da Defesa do país que, se o lado oposto e seus patrocinadores estrangeiros se recusarem a participar de discussões substanciais, a Rússia conseguirá a libertação de suas terras históricas por meios militares.
O presidente russo negou ter intenções de atacar a Europa e classificou a preocupação como “histeria”. Ele destacou que busca cooperação mútua com os Estados Unidos e os países europeus. O ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, também criticou os líderes europeus, afirmando que “a Europa está prolongando o conflito” e que a “ação militar deve continuar até 2026”.
Putin falou sobre as negociações de paz com a Ucrânia, reafirmando que não abrirá mão dos objetivos que deram início à guerra no país vizinho em 2022. Ele denominou a situação como uma “operação militar especial”. O ministro Belousov ainda rebateu acusações, afirmando acreditar que a Otan é quem busca guerra.
Países da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia assinaram uma declaração conjunta enfatizando a necessidade de priorizar a segurança e as capacidades defensivas diante da ameaça representada por Moscou. O documento aponta que a Rússia é a ameaça mais significante e de longo prazo à segurança e estabilidade na região Euro-Atlântica.
A publicação do comunicado, redigido em Helsinki após uma cúpula de segurança, reflete a preocupação dos países europeus com a segurança a médio e longo prazo diante das negociações em curso pelo fim da guerra na Ucrânia.
