As mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) devem trazer benefícios para comerciantes e novos participantes do setor de pagamentos, mas não resultarão em preços mais baixos para o almoço dos trabalhadores, alertou o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha.
O banco está analisando alternativas para a empresa de benefícios Alelo, considerando os impactos da regulamentação sancionada recentemente, que estabelece um limite para as taxas cobradas dos estabelecimentos e a abertura dos sistemas, tornando-os interoperáveis, com todos os cartões de vale-alimentação ou refeição aceitos em todos os lugares.
Noronha ressaltou que as mudanças representam uma interferência direta nos negócios das empresas do setor e que estão buscando soluções economicamente viáveis. A recente abertura do sistema, que anteriormente era exclusivo para grandes bandeiras, como Ticket, VR, Alelo e Pluxee, está causando impactos no setor.
Após o anúncio das novas regras, as ações das empresas francesas Pluxee e Edenred caíram na Bolsa de Paris, e as empresas estão considerando entrar com ações contra as mudanças.
As empresas de benefícios têm diversas linhas de receitas, incluindo taxas de cobrança aos lojistas, tarifas de intercâmbio e gestão dos recursos, todas afetadas pelas novas regras que estabelecem limites para essas taxas. Noronha avalia que, se essas linhas de receita forem afetadas, os modelos de negócio ficarão comprometidos.
Para o presidente do Bradesco, a nova regulamentação não resolve um problema existente e não trará benefícios reais para os trabalhadores, uma vez que os benefícios não serão repassados a eles. Atualmente, mais de 22 milhões de brasileiros utilizam o PAT, e as estimativas apontam que as novas regras podem gerar uma economia de R$ 7,9 bilhões por ano. (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo)
