No último domingo (19), um trágico incidente envolvendo um tiroteio em diversas residências na Louisiana resultou na morte de oito crianças, conforme informações da polícia local. As idades das vítimas variavam entre 1 e 14 anos, segundo Chris Bordelon, porta-voz da força policial de Shreveport. No total, dez pessoas foram atingidas pelos disparos. O autor dos tiros foi morto durante uma perseguição policial, após ser atingido pelos agentes, conforme relatado por Bordelon. A identidade do suspeito não foi divulgada, mas ele havia furtado um veículo antes de deixar o local do crime e estava sendo monitorado pela polícia.
As autoridades estão coletando dados sobre os diversos locais onde os ataques ocorreram. Bordelon informou que algumas das crianças feridas eram parentes do atirador. Este evento é considerado o mais mortal tiroteio em massa nos Estados Unidos desde janeiro de 2024, quando oito pessoas perderam a vida em um subúrbio de Chicago, conforme um banco de dados mantido pela agência Associated Press em parceria com o USA Today e a Universidade Northeastern.
Durante uma coletiva de imprensa realizada em frente à casa onde ocorreu um dos tiroteios, os representantes das autoridades expressaram sua indignação e pediram paciência à população enquanto tentavam organizar as várias cenas do crime.
“Estamos enfrentando uma situação trágica — talvez a mais devastadora que já vivenciamos”, declarou Tom Arceneaux, prefeito de Shreveport, que possui cerca de 180 mil habitantes. “Esta é uma manhã horrenda.”
A Polícia Estadual da Louisiana informou que seus investigadores foram solicitados pela polícia local para auxiliar nas apurações do caso.
Antes desse episódio em Shreveport, o Arquivo da Violência Armada já havia registrado ao menos 119 tiroteios em massa nos Estados Unidos neste ano, resultando em 117 mortes — sendo 79 delas crianças — e 458 feridos.
O arquivo define um tiroteio em massa como aquele no qual pelo menos quatro indivíduos, excluindo o autor dos disparos, são mortos ou feridos por armas de fogo. No ano passado, os Estados Unidos contabilizaram 407 ocorrências desse tipo segundo os dados do arquivo.
