Novo tratamento oral para câncer de mama recebe aprovação da Anvisa

A Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, anunciou na última semana a autorização para o uso do Inluriyo (tosilato de inlunestranto). Este medicamento é destinado a adultos com câncer de mama em estágio avançado que não pode ser removido cirurgicamente ou que já se disseminou para outras áreas do corpo, e que recebeu tratamento prévio com terapia endócrina.

Em comunicado, a agência esclareceu que os tumores desse tipo têm características específicas: são positivos para o receptor de estrogênio (ER+), negativos para o receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e apresentam mutações no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).

Desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., o Inluriyo é uma medicação oral e sua utilização se dá como monoterapia.

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum entre as mulheres, conforme informações da Anvisa.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), entre os anos de 2023 e 2025, foram registrados 73.610 novos casos da doença, correspondendo a 30,1% do total de cânceres diagnosticados nas mulheres.

Terapia não hormonal

Em outra iniciativa, a Anvisa também autorizou o fezolinetanto, uma terapia não hormonal em forma oral destinada ao tratamento dos sintomas como ondas de calor e suores noturnos associados à menopausa.

Comercializado sob o nome Veoza, o medicamento é fabricado pela Astellas Farma. O laboratório informou que a aprovação resultou de três ensaios clínicos de fase 3 que contaram com mais de 3 mil participantes na Europa, Estados Unidos e Canadá.

Segundo o fabricante, antes da menopausa, existe um equilíbrio entre os estrogênios — hormônios produzidos pelos ovários — e a neurocinina B (NKB), uma substância química presente no cérebro. Esse equilíbrio é responsável por regular o centro térmico do corpo localizado em uma área específica cerebral.

Contudo, com a chegada da menopausa e a diminuição dos estrogênios, esse equilíbrio se rompe. Essa desarmonia pode resultar em ondas de calor e suores noturnos.

O fabricante também destacou que até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos podem sofrer com sintomas vasomotores moderados ou intensos. No Brasil, essa condição afeta 36,2% das mulheres na faixa etária da menopausa (40-65 anos), um número que supera significativamente a média global de 15,6%.

Dentre as brasileiras que enfrentam esses sintomas, quase 70% (69,9%) classificam as ondas de calor e os suores noturnos como severos. Isso indica um impacto significativo na qualidade de vida dessas mulheres, incluindo aspectos relacionados à produtividade e ao sono.

By Canoas Informa

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