Lula se posiciona contra redução da pena de Bolsonaro e aliados pedem prudência no ato do 8 de Janeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja vetar o projeto de lei que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados na trama golpista durante a cerimônia pelos três anos dos ataques do 8 de Janeiro, que acontecerá na quinta-feira (8).

Lula já declarou que não irá sancionar o texto, mas tem resistido à ideia de assinar o veto apenas depois da cerimônia, mesmo que o prazo final seja até o dia 12. Essa decisão, se confirmada no dia 8, pode gerar mais conflitos com o Congresso, com o qual as relações já estão tensas.

Apesar disso, os presidentes da Câmara e do Senado ainda não confirmaram presença na solenidade que será realizada no Palácio do Planalto às 10 horas. Lula retornará a Brasília após passar o fim do ano no Rio de Janeiro e se reunirá com membros do governo para definir os detalhes da cerimônia.

Além do impasse sobre o projeto de lei, Lula também está lidando com a crise na Venezuela e a liquidação do Banco Master, que colocou o Banco Central em uma situação delicada com membros do STF e do TCU.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a defesa da democracia e a condenação do golpismo serão os temas centrais da cerimônia do 8 de Janeiro, que marca a prisão dos envolvidos nos ataques. Se o veto de Lula ao projeto não for mantido, a pena de Bolsonaro poderá ser reduzida significativamente, permitindo que ele fique preso por um período menor.

Para evitar a redução das penas, a defesa de Bolsonaro está solicitando prisão domiciliar com base em questões humanitárias, devido a problemas de saúde do ex-presidente. Um ato na Praça dos Três Poderes contra a anistia aos golpistas também está previsto, com a presença de diversos setores da sociedade.

By Canoas Informa

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