Nesta segunda-feira, 13, o Irã emitiu um aviso de que retaliará contra portos situados nos Golfos Pérsico e de Omã caso os Estados Unidos implementem o bloqueio naval anunciado por Donald Trump. O governo iraniano descreveu essa ação norte-americana como “pirataria” e ilegal.
O Exército iraniano, em um comunicado à imprensa estatal, declarou: “A segurança no Golfo Pérsico e no Mar de Omã deve ser garantida para todos ou para ninguém. Se houver ameaça à segurança dos portos da República Islâmica do Irã nessas águas, nenhum porto na região poderá ser considerado seguro. A imposição de restrições pelos EUA ao tráfego marítimo em águas internacionais é uma violação da lei e um exemplo claro de pirataria.”
No domingo, 12, os Estados Unidos anunciaram que iniciariam um bloqueio no Estreito de Ormuz a partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira. Embora o Irã já tenha imposto algumas limitações no estreito, ele não está totalmente fechado. O país tem permitido a passagem gradual de certos petroleiros mediante o pagamento de taxas que podem chegar a 2 milhões de dólares por navio. Além disso, o regime iraniano continua permitindo a entrada e saída do seu próprio petróleo na região durante o conflito.
Os EUA informaram que todas as embarcações que partirem ou chegarem a portos iranianos serão interrompidas, incluindo aquelas que tenham efetuado pagamentos ao Irã — uma ação que Trump chamou de “ilegal”.
De acordo com as autoridades americanas, apenas os navios que não tenham relação com o Irã ou que não estejam indo ou vindo de portos iranianos poderão passar pelo Estreito de Ormuz.
