Decisão de Alexandre de Moraes permite médico privado de Bolsonaro acompanhar equipe médica da PF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu autorização para que o médico particular de Jair Bolsonaro (PL), Dr. Cláudio Birolini, participe da junta médica que vai avaliar o ex-presidente.

Recentemente, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, um local destinado a autoridades no Complexo da Papuda, em Brasília.

Além disso, o ministro solicitou que uma junta médica, composta por médicos da Polícia Federal, examine o estado de saúde do ex-presidente, suas necessidades para cumprir a pena, e a possibilidade de transferência para o hospital penitenciário.

Moraes questionou a defesa e a PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a indicação de assistentes técnicos para acompanharem a perícia. Os advogados escolheram Cláudio Birolini como assistente, enquanto a PGR afirmou que não iria indicar assistentes complementares.

Essa decisão de Moraes foi tomada após alegações de aliados e familiares de Bolsonaro sobre a piora da sua saúde na cela da Superintendência da Polícia Federal. Bolsonaro está cumprindo uma pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

A defesa continua tentando transferi-lo para prisão domiciliar. Na decisão mais recente, Moraes deixou essa possibilidade em aberto, dependendo do estado de saúde do ex-presidente e da capacidade da Papudinha atender às suas necessidades médicas.

Moraes impede que defesa de Bolsonaro faça perguntas sobre prisão domiciliar durante perícia médica

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vetou nesta segunda-feira (19) seis perguntas da defesa de Jair Bolsonaro (PL) que seriam feitas durante a perícia médica do ex-presidente.

Segundo o relator do caso, as questões ultrapassam o escopo da perícia, uma vez que demandam uma análise subjetiva da legislação, que não cabe aos médicos. A defesa havia proposto mais de 40 perguntas.

As perguntas proibidas abordavam a possibilidade de prisão domiciliar. Uma delas questionava se Bolsonaro exigiria uma infraestrutura de saúde domiciliar complexa e contínua, que só seria viável em um ambiente estruturado fora do hospital.

A realização da perícia foi ordenada por Moraes para ajudar na decisão de mantê-lo na Papudinha ou transferi-lo para um hospital penitenciário. Com informações dos portais G1 e Folha de São Paulo.

By Canoas Informa

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