Confira cinco revelações surpreendentes e encorajadoras sobre o Alzheimer em 2021.

Preocupações com o desenvolvimento de demência são comuns durante o envelhecimento, afetando muitas pessoas. No Brasil, em 2019, cerca de 2,46 milhões de indivíduos com 60 anos ou mais viviam com demência, e espera-se que esse número cresça significativamente nos próximos anos, chegando a 5,05 milhões em 2039 e 8,74 milhões em 2049.

No entanto, avanços recentes no diagnóstico e tratamento do Alzheimer, responsável por 60% a 80% dos casos de demência, bem como na compreensão de suas causas biológicas e progressão, trazem esperança. Cerca de metade dos casos de demência podem ser evitados ao lidar com fatores de risco conhecidos, conforme relatório da Lancet Commission de 2024.

1. Um marco com o exame de sangue para Alzheimer

Em maio, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou o primeiro exame de sangue capaz de detectar sinais das placas de beta-amilóide e dos emaranhados de tau, que são marcadores biológicos da doença de Alzheimer, com alta precisão. Esse avanço foi recebido com entusiasmo, pois facilita e democratiza o diagnóstico da doença, tornando-o mais acessível em diversas áreas.

2. Melhorias na cognição através de intervenções no estilo de vida

Em julho, um grande ensaio clínico nos Estados Unidos mostrou que intervenções simultâneas em áreas como nutrição, exercício, treinamento cognitivo e monitoramento da saúde levaram a melhorias cognitivas em participantes em risco de demência. Esses resultados ressaltam a importância de estratégias de estilo de vida na prevenção e melhoria do quadro cognitivo.

3. Explorando o papel da inflamação

Apesar do foco contínuo na beta-amilóide, os pesquisadores estão cada vez mais interessados no papel da inflamação no aumento do risco de demência. Estudos recentes indicam a complexidade do Alzheimer e a necessidade de abordagens diversificadas, incluindo a investigação da inflamação e disfunção imunológica.

4. Vacinas e o risco de demência

Estudos demonstraram que a imunização pode reduzir o risco de demência, com evidências fortes vindas de pesquisas em larga escala. Por exemplo, a vacina contra herpes-zóster foi associada a uma redução de 20% no risco de desenvolver demência em um estudo realizado no País de Gales.

5. Potencial terapêutico do lítio

Em agosto, um estudo sugeriu que o lítio pode ter propriedades protetoras contra o Alzheimer, com potencial para reverter a doença e restaurar a função cerebral. Essas descobertas promissoras abrem caminho para futuras pesquisas e possíveis terapias inovadoras.

 

By Canoas Informa

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