‘Com a doença indo embora, o lobo-guará vai se aposentar’, afirma Guedes sobre fim da nota de R$ 200

Lançada há menos de dois meses, a nota de R$ 200 deve ser retirada de circulação ao fim da crise causada pelo novo coronavírus, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta quinta-feira, 29. Em explicação na comissão mista do Congresso que debate as ações do governo no combate a Covid-19, o chefe da equipe econômica firmou que o “com a doença indo embora, o lobo-guará vai se aposentar”, fazendo alusão ao espécime da fauna brasileira que estampa a nota mais valiosa da família do real. “Essa nota grande foi inventada porque tínhamos um problema logístico de pagar as pessoas. As pessoas mais simples não tinham acesso as ferramentas digitais”. Segundo o ministro, a tendência em todo o mundo é o lançamento de notas menores para dificultar ações criminosas, e que o Brasil está modernizando os seus sistemas de pagamento com o lançamento do PIX, a ferramenta para transferência digital do Banco Central. “Com o Pix, o futuro é menos dinheiro na mão e notas mais simples. No futuro vai acabar o lobo-guará, a nota de R$ 200, de R$ 100”.

A cédula de R$ 200 começou a circular em 2 de janeiro. Segundo a Casa da Moeda, seriam produzidas 450 milhões de unidades, totalizando R$ 90 bilhões em valores, até dezembro. O BC investirá R$ 113 milhões na fabricação da nova nota até o fim do ano. A cédula com valor mais alto foi lançada para garantir a distribuição de dinheiro por causa do crescimento da demanda em meio à pandemia do novo coronavírus. Segundo o Banco Central, havia a possibilidade de faltar notas com a liberação do auxílio emergencial e a falta de circulação de valores por conta do fechamento do comércio em meio à pandemia.

A nova cédula de R$ 200 apresenta as mesmas características das outras nota da família do real, como marca d’água, partes em relevo e mudança de cor do numeral dependendo do posicionamento da nota. O exemplar de R$ de 200 tem o mesmo tamanho da nota de R$ 20. O lobo-guará foi o terceiro colocado em uma pesquisa pública realizada pelo BC em 2001 para escolher novos animais para as notas brasileiras. À época, a tartaruga marinha venceu a disputa e passou a estampar as notas de R$ 2, o mico-leão-dourado ficou na segunda colocação e foi escalado para representar a nota de R$ 20. Esta é a sétima nota da família do real desde a criação do plano, em 1994, e a primeira a ser lançada nos último 18 anos — a última foi a nota de R$ 20, em 2002. Um ano antes, o Banco Central lançou a cédula de R$ 2, e em 2005 tirou de circulação as notas de R$ 1. O BC ainda lançou em 24 de abril de 2000 uma versão em plástico da nota de R$ 10, em comemoração aos 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. A cédula começou a ser retirada de circulação a partir de 2006.

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