Aumento de síndromes respiratórias graves eleva estado de alerta em grande parte do Brasil

Atualmente, a maioria dos estados brasileiros se encontra em níveis de alerta, risco ou alto risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme aponta o mais recente boletim do InfoGripe, da Fiocruz. Essa situação se intensifica durante o período sazonal de circulação de vírus respiratórios e chama a atenção para o aumento de casos em várias regiões do Brasil.

Os dados analisados abrangem até a 16ª semana epidemiológica, que vai de 19 a 25 de abril. Somente três estados — Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul — estão fora dessa faixa crítica de incidência elevada.

O levantamento indica um crescimento nos casos de SRAG em 16 unidades federativas nas últimas seis semanas, afetando estados como Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e o Distrito Federal.

Simultaneamente, observa-se uma elevação nas infecções pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que é a principal responsável por quadros graves em crianças pequenas, em quase todas as regiões do país. O aumento é percebido no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul.

A influenza A continua sua trajetória ascendente especialmente nas regiões Centro-Sul do Brasil, enquanto apresenta sinais de redução em partes do Norte e Nordeste.

Nas capitais, 13 das 27 estão enfrentando níveis elevados da atividade da doença com tendência de crescimento, incluindo cidades como Belém, Recife, Brasília e Vitória.

Esses dados corroboram um padrão já conhecido: a SRAG atinge com maior severidade os extremos etários.

Crianças menores de dois anos são as mais afetadas, principalmente por conta do VSR e do rinovírus.

Os idosos têm um risco elevado de mortalidade, onde influenza A e Covid-19 figuram entre as principais causas das mortes registradas.

Ainda que a incidência recente do coronavírus tenha diminuído, ele permanece como uma das causas significativas de óbitos entre os mais velhos.

Até agora em 2026, o Brasil contabilizou:

  • 46.344 casos de SRAG;
  • 1.960 mortes.

Dentre os casos confirmados com diagnósticos positivos para vírus respiratórios:

  • 26,4% foram atribuídos à influenza A;
  • 21,5% ao vírus sincicial respiratório;
  • 38,3% ao rinovírus;
  • 8,5% ao Sars-CoV-2;

No que diz respeito aos óbitos registrados, a influenza A lidera as estatísticas, seguida pela Covid-19 e rinovírus.

Importância da Vacinação

A pesquisadora Tatiana Portella, integrante do InfoGripe, enfatiza que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para prevenir formas graves da doença, especialmente entre os grupos prioritários. Ela destaca que gestantes podem receber a vacina contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação para proteger seus bebês nos primeiros meses após o nascimento.

O InfoGripe é uma iniciativa vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS) que monitora os casos de síndrome respiratória grave no Brasil. As informações coletadas são essenciais para direcionar ações de vigilância e resposta diante de eventos relacionados à saúde pública.

By Canoas Informa

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