O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, reconheceu sua derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo (12), para o opositor de centro-direita, Péter Magyar.
Com um histórico de 16 anos à frente do governo, Orbán, que representa a extrema direita, declarou: “O resultado da eleição é doloroso para nós, mas claro”.
O partido Tisza, que faz parte da oposição, obteve aproximadamente 140 das 199 cadeiras disponíveis no Parlamento.
Já o partido Fidesz, liderado por Orbán, viu sua representação cair para apenas 54 assentos. O fechamento das urnas ocorreu às 14h no horário de Brasília (19h no horário local). Este pleito é considerado o mais significativo da Europa em 2023 e alcançou uma participação recorde de 66% dos eleitores.
Orbán é uma figura proeminente na extrema direita global. Sua primeira eleição como primeiro-ministro ocorreu em 1998, quando governou por quatro anos. Em 2010, ele voltou ao poder com uma vitória expressiva e desde então permanece no cargo.
Péter Magyar, de 45 anos, relatou que Orbán o parabenizou pela vitória. Ele afirmou que o país “foi recuperado” após as eleições e garantiu que a transição de governo será “pacífica e tranquila”, respaldada por um “forte mandato” recebido nas urnas.
