Antigo presidente do Rioprevidência é detido em ação da PF

A Polícia Federal prendeu, hoje (3), o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes. A prisão faz parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro. Outros dois mandados de prisão temporária foram emitidos, porém ainda não foram cumpridos, pois as duas pessoas estão foragidas.

De acordo com a PF, Antunes foi levado para a Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda e será transferido para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro para prestar esclarecimentos. Em seguida, será encaminhado para o sistema prisional do estado, onde ficará à disposição da justiça.

A prisão ocorreu em Itatiaia (RJ), com o apoio da DEAIN (Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos) e da Polícia Rodoviária Federal. Antunes renunciou ao cargo no final de janeiro e em 23 de janeiro a residência dele foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal.

A Operação Barco de Papel está investigando irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, que foi recentemente liquidado pelo Banco Central. Segundo a PF, a RioPrevidência investiu cerca de R$ 970 milhões na instituição financeira entre novembro de 2023 e julho de 2024.

As prisões foram ordenadas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que considerou risco de destruição de provas e obstrução das investigações caso os envolvidos permanecessem em liberdade.

Os mandados foram cumpridos pela PF em endereços ligados aos investigados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Eles foram emitidos com base em suspeitas de obstrução de investigações e ocultação de provas, de acordo com a Polícia Federal.

Após a realização do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação deflagrada em 23 de janeiro, a Polícia Federal identificou movimentações suspeitas, incluindo a retirada de documentos, manipulação de provas digitais e transferência de dois carros de luxo para terceiros.

By Canoas Informa

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