Dois sobreviventes do primeiro ataque da ofensiva americana no Caribe e no Pacífico, no dia 2 de setembro, foram encontrados agarrados a destroços do barco atingido antes de serem mortos por uma segunda explosão, conforme publicado pela agência de notícias. Segundo relatos, militares de alto escalão mostraram as imagens do ataque a membros do Congresso americano, em meio a acusações de crime de guerra.
O vídeo mostra que os homens sobreviventes, desarmados e sem camisa, tentaram virar o barco danificado em vão, antes de serem alvos de mais disparos. O almirante Frank Mitchell Bradley explicou que a segunda investida contra os destroços foi motivada pela suspeita de que carregavam cocaína.
O vídeo, exibido a portas fechadas no Capitólio, gerou reações divergentes entre democratas e republicanos. Enquanto democratas expressaram choque, os republicanos defenderam a legalidade do ataque. Essa ação foi a primeira de uma série de ataques a barcos sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas, sem apresentar evidências concretas.
Os EUA enfrentam críticas no âmbito internacional pela ação, uma vez que o direito internacional não permite ataques a pessoas vulneráveis ou feridas, a menos que representem perigo iminente. Este ataque levanta questionamentos sobre a conduta americana na região, especialmente em meio a crescente mobilização militar na América Latina e discussões sobre uma possível intervenção militar na Venezuela.
