A holding Titan, responsável pelos investimentos pessoais de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master recentemente preso na Operação Compliance Zero e liberado com tornozeleira eletrônica, foi projetada com um estilo ostentação.
O escritório de 4 mil metros quadrados da Titan está localizado em dois andares do icônico “prédio da baleia” na Faria Lima. Com apenas cerca de dez funcionários trabalhando na holding, o espaço conta com uma academia, sauna, hidromassagem, adega com vinhos e um bar estilo inglês com safras raras de uísque Macallan. O fumódromo também é abastecido com charutos cubanos.
Essas instalações destacam-se dos escritórios luxuosos da Faria Lima, onde a imagem é crucial para atrair clientes. No entanto, com a liquidação extrajudicial do Master, os investimentos da empresa estão se desfazendo.
Além de gerenciar os investimentos pessoais de Vorcaro, a Titan também atua na reestruturação de empresas, conforme seu site.
Um dos casos de sucesso apresentados é a recuperação judicial do grupo Veste (antiga Restoque), proprietário das marcas Le Lis, Bo.bô e Dudalina. Através da WNT Capital, Vorcaro se tornou dono de 56% da empresa, convertendo dívidas em ações após a recuperação judicial.
Outro destaque é o investimento na Oncoclínicas, especializada no tratamento do câncer, onde os investidores dos fundos ancorados pelo Banco Master fecharam um acordo para subscrever até R$ 1 bilhão em novas ações.
Com a crise do Master, a Veste foi vendida ao BTG Pactual, enquanto a Oncoclínicas teve parte de seus investimentos no banco impactada. A empresa decidiu exercer a opção de compra de cotas dos fundos Tessália e Quíron, avaliadas em R$ 203 milhões.
No portfólio da Titan estão listados 29 negócios, incluindo empresas ligadas ao Master, como a corretora do banco e o Credcesta. A maioria desses negócios foi afetada pela crise do Master, com exceção do banco digital Will Bank. Outras empresas como Fasano Itaim, mineradora Itaminas e a Light tiveram suas participações vendidas.
