O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que considera necessário o plano de demissões voluntárias anunciado pelos Correios como uma forma de tentar resolver a crise financeira bilionária enfrentada pela estatal. Segundo Marinho, ele não foi contatado pela empresa para tratar do assunto, porém vê o programa e outras medidas, como a modernização dos parques operacionais, como fundamentais para o processo de reestruturação.
Emmanoel Rondon, presidente dos Correios, detalhou as medidas do plano de reestruturação 2025-2027 da estatal, que tem como objetivo economizar R$ 4,2 bilhões por ano através de cortes de despesas. Dentre as ações previstas estão um programa de demissão voluntária para até 15 mil funcionários, revisão de cargos de média e alta remuneração, reavaliação dos planos de saúde e previdência, fechamento de cerca de mil unidades físicas, parcerias com o setor privado e venda de imóveis.
Essas medidas têm previsão para gerar um impacto positivo de R$ 7,4 bilhões por ano no caixa da empresa. Além disso, os Correios assinaram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, visando equilibrar as contas nos próximos dois anos. A estratégia de reestruturação prevê a captação total de até R$ 20 bilhões, com a possibilidade de um aporte do Tesouro ou uma nova rodada de empréstimos em 2026.
O objetivo dos recursos captados é não apenas resolver as questões financeiras imediatas, mas também viabilizar investimentos, incluindo a implementação do programa de demissão voluntária e ações de modernização na empresa.
