Comandante da Marinha dos Estados Unidos recusa ordens de exterminar sobreviventes de ataques no Caribe

O almirante americano que liderou o ataque em setembro contra um barco no Caribe, alegando que era uma embarcação do narcotráfico (algo não comprovado), negou ter recebido ordens para não deixar sobreviventes, em meio a uma crise que atinge o Gabinete do presidente Donald Trump.

De acordo com denúncias divulgadas pela imprensa, o barco foi bombardeado duas vezes, com a única motivação de “não deixar sobreviventes”, supostamente por ordem do Departamento da Guerra. Durante a audiência, os parlamentares tiveram acesso a um vídeo do ataque, que não foi divulgado ao público.

O almirante Frank Bradley compareceu ao Capitólio para audiências a portas fechadas nas comissões dos Serviços Armados e de Inteligência da Câmara e do Senado. O deputado democrata Jim Himes, membro da comissão de Serviços Armados, comentou sobre o teor da reunião de forma perturbadora.

Presente em uma das audiências, o senador Tom Cotton afirmou que Bradley negou ter recebido ordens para não deixar sobreviventes, destacando que as ordens recebidas sempre são detalhadas nas Forças Armadas.

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Espera-se que o vídeo do segundo ataque seja divulgado em breve, para que a sociedade possa ter acesso aos acontecimentos.

O caso envolveu a destruição de um barco ligado ao tráfico na América Latina por um bombardeio americano, seguido por um segundo ataque que visava dois sobreviventes no mar. Ao todo, 11 pessoas morreram nos dois bombardeios, com o secretário da Guerra acompanhando os eventos por vídeo em tempo real.

Desde o início de setembro, 21 barcos suspeitos de conexão com o narcotráfico foram atacados no Caribe e no Oceano Pacífico, resultando em 83 mortes. As ações fazem parte da Operação Lança do Sul e têm como objetivo declarado conter o tráfico de drogas para os Estados Unidos. No entanto, a Venezuela acusa os EUA de planejarem derrubar o governo de Nicolás Maduro. – O Globo.

By Canoas Informa

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