Deputado Paulinho da Força classifica anistia de Bolsonaro como “ilusão passageira”

O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto de lei da anistia aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro, afirmou que não há possibilidade de perdão para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também destacou que a expectativa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é apenas um “sonho de verão”.

Diferentemente do que esperava a ala bolsonarista na Câmara, Paulinho defende que o projeto deve tratar de uma redução parcial de penas e não de um perdão amplo. De acordo com um levantamento, que ouviu 2.002 eleitores, 33% aceitam a versão de que o ex-presidente agiu durante um surto paranoico.

Flávio Bolsonaro, que lançou a pré-candidatura à Presidência da República em 2026 com o aval do pai, mencionou que um eventual recuo teria a anistia como preço. Do outro lado, Paulinho mencionou que o Partido Liberal não deve tentar alterar o texto apresentado por ele para que a anistia possa ser pautada.

Em uma conversa com Flávio Bolsonaro no gabinete dele, Paulinho da Força concordou em pautar a anistia na Câmara. No entanto, Flávio afirmou que faria emendas ao texto para garantir que o projeto não se limitasse apenas à redução de penas.

No Congresso Nacional, deputados e senadores podem apresentar emendas a um projeto de lei e alterar o conteúdo do texto. A ideia do PL é ampliar o perdão da anistia. Antes do encontro com Flávio, Paulinho se reuniu com a bancada do PL, onde foi hostilizado pelos parlamentares.

As críticas da oposição levaram o líder do PL na Câmara a pedir desculpas ao relator e repudiar a ação dos congressistas do partido. No sábado (6), um dia após anunciar a pré-candidatura à Presidência, Flávio destacou que a aprovação da anistia é sua prioridade neste ano.

O líder do governo na Câmara ironizou Flávio no mesmo dia, ressaltando que não há ambiente político no Brasil para a aprovação da anistia. José Guimarães (PT-CE) destacou que, caso isso ocorra, Lula poderia crescer cinco pontos nas pesquisas eleitorais. (Com informações do portal Info Money)

By Canoas Informa

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