O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma publicação na rede social Truth Social no último sábado (29), recomendou que companhias aéreas e pilotos considerem o fechamento do espaço aéreo da Venezuela. Trump pediu que o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela seja completamente fechado, direcionando a mensagem também para traficantes de drogas e de pessoas.
A Venezuela respondeu duramente à declaração de Trump, repudiando a publicação e classificando-a como uma agressão ilegal e injustificada. O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil Pinto, afirmou que as palavras do presidente dos EUA buscam afetar a soberania do espaço aéreo nacional, a integridade territorial e a segurança aeronáutica do país.
O governo venezuelano acusou Washington de tentar impor jurisdição sobre seu território e afirmou que as declarações de Trump revelam pretensões colonialistas sobre a região da América Latina e do Caribe. A Venezuela destacou que nenhum país tem autoridade para interferir no uso do seu espaço aéreo e que não aceitará intervenções estrangeiras.
Na quinta-feira, Trump declarou que os esforços contra traficantes de drogas venezuelanos “por terra” iniciarão em breve, aumentando as tensões com Caracas, que argumenta que a campanha antidrogas americana tem como objetivo derrubar o ditador Nicolás Maduro. O presidente colombiano, Gustavo Petro, criticou a ação de Trump, afirmando que um presidente estrangeiro não pode fechar o espaço aéreo de outro país.
Além disso, Trump confirmou no domingo (30) que conversou por telefone com Nicolás Maduro. Durante a ligação, discutiram a possibilidade de um encontro nos EUA, sem confirmação de data. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também participou da chamada, que ocorreu antes da decisão de classificar o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira.
Trump vinha demonstrando abertura para dialogar com Maduro, que por sua vez afirmou estar disposto a um encontro “cara a cara”.
