Israel é alvo de intenso bombardeio com drones e mísseis oriundos do Irã e do Hezbollah

No último domingo (5), Israel foi alvo de um dos ataques mais severos desde o início do conflito, com uma intensa barragem de mísseis e foguetes atingindo várias áreas do país. A cidade de Haifa, localizada no norte, foi uma das mais prejudicadas, onde um edifício de sete andares em uma zona residencial foi completamente destruído por um míssil iraniano, resultando na morte de pelo menos duas pessoas e deixando outras duas desaparecidas. Na manhã de segunda-feira (6), as sirenes de alerta voltaram a soar no sul e no centro de Israel, enquanto os lançamentos provenientes do Líbano prosseguiam.

A atuação das equipes de resgate apresenta riscos elevados, pois a ogiva do míssil, que pesa 450 quilos e não detonou ao atingir o solo, permanece entre os escombros, levando à evacuação total da área afetada.

O ataque em Haifa representa apenas uma parte da escalada da violência; cerca de 20 locais em diversas regiões do país foram atingidos, especialmente na área metropolitana de Tel Aviv. Os mísseis utilizados nas ofensivas continham submunições, marcando um novo estágio na intensidade do conflito.

Essa escalada também repercute em países vizinhos. A República Islâmica realizou novos bombardeios contra os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, causando danos a instalações energéticas e a um complexo governamental.

No Líbano, um ataque israelense ao sul de Beirute resultou na morte de quatro pessoas e deixou 39 feridos, conforme informações do Ministério da Saúde local. Outra ação militar resultou na morte de três indivíduos na região leste da capital libanesa. Em Kfar Hatta, sete civis foram mortos em um bombardeio matinal, sendo seis deles membros da mesma família.

O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, declarou que as operações contra o Hezbollah deverão ser intensificadas.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) expressou preocupações no domingo sobre os confrontos entre o Hezbollah e as forças israelenses nas proximidades de suas posições. A entidade alertou que tais ações “podem provocar respostas” indesejadas.

Em comunicado oficial, a Finul manifestou estar “extremamente preocupada com os ataques realizados tanto por combatentes do Hezbollah quanto por soldados israelenses nas proximidades de nossas posições” e fez um apelo para que ambas as partes “deponham as armas” e “trabalhem seriamente em prol de um cessar-fogo”.

By Canoas Informa

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