Cultura

Três obras que promovem uma nova perspectiva sobre a morte

Por Canoas Informa 2 min de leitura

Embora ninguém goste de refletir sobre a morte, essa é a única certeza que temos em nossas vidas. Encarar o fim sob diferentes prismas pode facilitar a aceitação das perdas.

“A MORTE É UM DIA QUE VALE A PENA VIVER” (ANA CLAUDIA QUINTANA ARANTES)

A autora, médica especializada em cuidados paliativos, decidiu acompanhar pacientes nos momentos mais desafiadores de suas vidas: a hora da partida. Mas como se preparar e auxiliar os que ficam a lidar com o vazio deixado? Falar abertamente sobre a morte, estar rodeado de pessoas amadas e não se deixar levar pela culpa do que ficou para trás são algumas maneiras de enfrentar a finitude. Um tema triste, mas fundamental para refletirmos sobre o maior tabu da sociedade. (Sextante, R$ 39)

“ALGUÉM CAMINHA SOBRE SEU TÚMULO” (MARIANA ENRIQUEZ)

Diferente da maioria dos turistas que aproveitam suas viagens para visitar museus e fazer compras, a escritora argentina tem uma curiosidade particular: explorar cemitérios. Embora possa parecer mórbido, visitar os últimos locais de descanso de personalidades e anônimos oferece uma verdadeira aula de história. Além de seu interesse peculiar, Mariana realiza uma extensa pesquisa sobre túmulos, criptas e mausoléus, despertando a vontade de, na próxima viagem, descobrir onde fica o cemitério mais próximo. (Intrínseca, R$ 80,91)

“POR TODA A ETERNIDADE” (CAITLIN DOUGHTY)

O subtítulo “Conhecendo o Mundo de Mãos Dadas com a Morte” já indica o que se pode esperar na leitura, mas nada me preparou para repensar nossa maneira de lidar com a morte. Enquanto, em nossa cultura, a perda de um ente querido é associada apenas à dor, no México, por exemplo, a vida do falecido é celebrada, tornando o Dia de los Muertos a maior festa cultural do país, repleta de cores e música. A morte é mais do que um rito de passagem; é uma questão cultural, interpretada de maneiras distintas ao redor do mundo. (Darkside, R$ 47,34)

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