Com início em 1º de outubro, todos os planos de saúde no Brasil serão obrigados a incluir a mamografia digital em sua cobertura, sempre que houver recomendação médica, eliminando assim as limitações de idade. Atualmente, esse exame é coberto apenas para mulheres entre 40 e 69 anos.
A decisão foi anunciada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) no dia 3 do mês passado e divulgada na quinta-feira (10). A ANS é responsável pela regulamentação dos planos de saúde no Brasil.
A mamografia digital, que representa uma evolução do exame tradicional, é um dos métodos mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama, possibilitando a identificação de alterações antes mesmo que sejam percebidas ao toque.
Menos exposição à radiação
Entre as vantagens da mamografia digital, destacam-se a redução da exposição à radiação, o menor tempo necessário para a compressão da mama durante o exame e o armazenamento digital das imagens, o que facilita o monitoramento da evolução clínica e a avaliação por especialistas distintos.
No comunicado sobre o fim das restrições, a ANS ressaltou que essa cobertura obrigatória representa “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa”, um mês voltado para a conscientização sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, projeta cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano no país. O diagnóstico antecipado melhora as chances de tratamento e pode diminuir a necessidade de intervenções mais invasivas.
Inclusão para todos os gêneros
<pA ampliação da cobertura foi uma iniciativa da própria ANS, que surgiu após debates na Cosaúde (Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar).
Dentro da Cosaúde, muitos membros defenderam que “a mamografia digital já se consolidou como padrão na atenção oncológica” e alertaram que restringir o exame apenas às mulheres entre 40 e 69 anos poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico do câncer de mama.
Com essa nova determinação, ao garantir cobertura para “todas as pessoas”, a ANS assegura que o exame estará disponível também para indivíduos que se identificam como não binários (aqueles que não se consideram exclusivamente homens ou mulheres).





