Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, fez um apelo no domingo (15) para uma “intervenção militar humanitária” dos Estados Unidos em resposta à violenta repressão dos protestos contra o regime atual em Teerã. O pedido foi feito em meio às considerações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre possíveis ataques ao país dos aiatolás.
“O povo iraniano anseia por liberdade”, declarou Pahlavi, conhecido como “príncipe exilado”. Ele enfatizou a importância de aumentar a pressão internacional sobre o regime iraniano, alertando para a necessidade de intervenção também em outras nações.
No dia anterior, Pahlavi discursou durante uma manifestação na Alemanha, durante a Conferência de Segurança de Munique, destacando a urgência da situação no Irã. Ele ressaltou que vidas estão em risco devido à violência e repressão no país.
Segundo a agência de notícias estadunidense Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 6.490 manifestantes foram mortos no Irã desde o início dos protestos em dezembro. No entanto, veículos de imprensa como a CNN afirmam não conseguir verificar esses números de forma independente.
Enquanto isso, a próxima rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã está marcada para terça-feira (17), em Genebra, na Suíça. Trump busca um acordo nuclear com o governo iraniano, mas mantém aberta a possibilidade de novos ataques, tendo ordenado o aumento da presença militar na região.
Na sexta-feira (13), o presidente dos EUA sugeriu a possibilidade de uma mudança de regime no Irã, algo que, segundo Pahlavi, é há muito tempo reivindicado pelo povo iraniano e poderia ser benéfico.
Perfil
Reza Pahlavi, de 66 anos, é um político iraniano e dissidente atualmente exilado nos Estados Unidos. Ele é o filho mais velho do último xá da dinastia Pahlavi, Mohamed Reza Pahlavi, que governou o Irã com o apoio dos EUA até 1979, quando foi deposto pela Revolução Islâmica. Desde então, Pahlavi se tornou um crítico contundente do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, apontando a atual crise como uma oportunidade para uma mudança de regime em Teerã.
Ele acredita que a República Islâmica está enfraquecida após os recentes eventos e que este é o momento oportuno para derrotar Khamenei. (com informações da rede CNN)
