No terceiro trimestre deste ano, a economia chinesa apresentou um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionada principalmente pelas exportações e pela atividade industrial.
Os dados foram revelados na última segunda-feira (19) pelo governo da China, superando as previsões do mercado. Contudo, esse crescimento ocorre em um contexto de crise no setor imobiliário e uma demanda interna ainda fraca.
O PIB (Produto Interno Bruto) chinês mostrou uma aceleração em comparação ao segundo trimestre, que havia registrado um aumento de 4,3%, o menor em mais de três anos. Analistas projetavam um crescimento de 4,4% para o intervalo entre julho e setembro.
Embora o resultado tenha sido melhor do que o esperado, os números indicam que a economia da China ainda enfrenta desafios para alcançar um equilíbrio sustentável. Enquanto a produção industrial e as exportações ajudam a manter a atividade econômica, o mercado imobiliário continua em declínio e os consumidores têm restringido seus gastos.
Indústria em alta, mas consumo frágil
Em setembro, a produção industrial cresceu 5,5% na comparação anual, superando o aumento de 5,2% observado em agosto.
As vendas do varejo também mostraram um incremento de 1,1% em setembro em relação ao mesmo mês do ano anterior. Apesar de ter ultrapassado a expectativa de 0,6% e representado uma melhora em relação à alta de 0,4% registrada em agosto, o avanço permanece modesto.
A disparidade entre o desempenho da indústria e o consumo é um dos principais obstáculos enfrentados pelo governo chinês, que busca reduzir a dependência das exportações e aumentar a demanda interna.
Cenário imobiliário pressiona investimentos
O investimento na área imobiliária caiu 20,6% entre janeiro e setembro se comparado ao mesmo período de 2025. Nos primeiros oito meses do ano, essa retração acumulava 19,9%, sugerindo uma intensificação do problema.





