Nesta segunda-feira (19), o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, informou que pediu aos prefeitos de cidades onde ocorrem manifestações que estabeleçam toques de recolher em resposta aos protestos.
Dividindo o governo com Emmanuel Macron, Lecornu solicitou que as restrições sejam impostas a partir da noite de hoje. “Solicitei aos prefeitos a implementação de vários toques de recolher parciais nesta noite”, declarou.
Nos últimos dias, a França tem enfrentado uma série de protestos que começaram entre estudantes e rapidamente ganharam adesão de sindicatos e cidadãos insatisfeitos com o aumento do custo de vida e dos preços dos combustíveis. Esses atos têm se tornado mais violentos, resultando em saques a pequenos comércios e incêndios em prédios, com milhares de detidos até o momento.
A origem desses protestos remonta a setembro, quando estudantes de escolas secundárias localizadas em áreas carentes ao norte de Paris se mobilizaram em razão da falta de professores e das condições inadequadas nas instituições. O movimento rapidamente evoluiu para uma manifestação nacional contra as desigualdades sociais, o baixo investimento público e a deterioração da qualidade dos serviços oferecidos.
Esses eventos acontecem enquanto Macron se aproxima do final do seu mandato, enfrentando um eleitorado dividido e um panorama político interno bastante fragmentado.
Reunião emergencial
Hoje, o governo francês convocou uma reunião emergencial para discutir estratégias que visem controlar a violência nas ruas. O Museu do Louvre, localizado em Paris, permaneceu fechado após manifestantes bloquearem sua entrada como forma de apoio ao movimento estudantil e para criticar “a repressão policial”.





